terça-feira, 11 de setembro de 2012

Caminho Francês | Etapa 4 | Azofra a Hontanas

118,21 Km
24.07 | T. de deslocação 07:41:28 | Vel. Média 15,4 Km/h | Vel. Máxima 53,5 Km/h 


Seis horas da manhã, são horas de acordar!


Entre Azofra e Santo Domingo de la Calzada o caminho atravessa mais uma vez, muitos campos de cereais e de vinhas.


Apesar de nos encontrarmos no meio de campos o caminho por estes lados, estava bem marcado.



O caminho perdia-se na linha do horizonte.


Deve ser por aqui!
No centro histórico de Santo Domingo de la Calzada a Plaza del Santo ocupa um lugar de destaque. Esta praça era o local onde decorria o mercado semanal até ao final do Séc. XVIII, altura em que foi proibido para não incomodar o serviço religioso da Catedral, edifício do Séc. XII, mas que sofreu alterações no Séc. XIV e XVI e que limita a praça a Norte.

Referência também para a Torre Exenta do Séc. XVIII, de estilo Barroco localizada na mesma praça.


O edifício que limita a Oeste a praça foi um antigo Hospital de peregrinos do final do Séc. XV, convertido em albergue em meados do Séc. passado.
 


Prosseguimos caminho.
Às vezes encontrávamos também, alguns campos de girassóis.
 

O caminho continua para Oeste e a cruzar cearas e também pequenas povoações.
 
Entrávamos agora na comunidade autónoma de Castela e Leão.
  
O caminho vai cruzando inúmeras pequenas povoações como esta chamada Viloria de Rioja que exceção feita ao trator, parece a cópia exata de um cenário de filme de cowboys.
 
Paragem a meio da manhã para restabelecer energia neste albergue sui generis, com piscina, em Belorado.
Mais campos ...
... e mais campos também com girassóis no sentido de Villafranca de Montes de Oca.

Depois de Villafranca de Montes de Oca, seguiu-se uma subida até ao Alto de la Pedraja, que segundo o perfil altimétrico, não seria nada de especial, mas as condições duras do terreno, a grande inclinação de algumas seções, associadas ainda ao calor extremo que se fazia sentir, mais uma vez próximo do 40º, tornaram a subida num obstáculo interessante.
 
Finalmente atingimos o Alto de la Pedraja com o seu monumento em memória dos que aqui foram fuzilados.
 


A descida até Ages foi fantástica! Tão fantástica e rápida que nem nos lembrámos de tirar fotos!  Devem ter sido os 10 km mais rápidos dos caminho!
Depois da paragem para almoço em Agés prosseguimos viagem até Burgos. 
 
Antes porém ainda tínhamos que subir ao cume da Serra de Atapuerca. Uma subida sobre um terreno muito rochoso, fazia-nos interrogar várias vezes, e agora por onde? 


No cume do monte existe uma construção em forma de espiral que vai crescendo com as pedras que os peregrinos vão acrescentado. Já está bem grande e ficou ainda maior no exato comprimento de duas pedras depois da nossa passagem.

Poucos quilómetros depois, chegámos a Burgos. Burgos é uma cidade com cerca de 175.000 habitantes e a sua catedral Gótica uma referência incontornável.
Na entrada em Burgos o caminho cruza a Plaza de San Lesmes. A Igreja Gótica do Séc. XV, com o mesmo nome (à esquerda na imagem) remata a Praça a Norte, enquanto a Sul a Praça, tem agora a nova biblioteca Pública de Burgos (à direita na imagem) projeto do arquiteto Andrés Celis tem inauguração prevista para o mês de Setembro.
 
Pormenor da porta Gótica do edifício anterior (entretanto demolido) que foi mantida e integrada no novo edifício.
Percorremos depois algumas ruas de Burgos. 
 
A Catedral começava a aparecer.
Apontada frequentemente como um dos maiores exemplos do estilo Gótico espanhol, a Catedral de Burgos foi declarada pela Unesco como Património da Humanidade em 1984. A sua construção foi iniciada em 1221 e sofreu diversas intervenções durante os séculos seguintes. 
 
O Zimbório da catedral com dois pisos e de traçado octogonal data do século XVI e é da autoria de Juan Vallejo.
 
O adeus a Burgos é feito pelo Parque El Parral rumo às colinas a Oeste.
Ao lado do Parque existe um  edifício recente que alberga a nova pista coberta de atletismo do complexo desportivo de San Amaro da autoria do grupo espanhol au.arquitectos.

Em Hornillos del Camino estava tudo cheio e já havia pessoas inclusivamente a dormir no gimnodesportivo local!  Optámos por prosseguir viagem.
Estas incursões no fim do dia têm sempre algum risco associado porque se houver um percalço qualquer, longe das povoações pode não ser fácil arranjar ajuda com rapidez.
 
De qualquer modo é fácil obter informação em folhetos sobre os números de emergência nacionais e locais.

Finalmente a etapa cessou sem sobressaltos poucos quilómetros à frente, em Hontanas.

1 comentário:

Ricardo Castanhinha disse...

Boas
Vou fazer o Caminho em Junho2014, tenho uma questão a fazer, em relação aos Albergues de Hontanas. Qual foi o Albergue que ficaram e se tiveram problemas em guardar as bikes?

Cumprimentos
Ricardo Castanhinha
longasbtt@gmail.com